Divulgação
A obra consiste em um bordado que utiliza a água como símbolo de transformação estabelecendo uma relação entre passado e futuro. Através de espirais e movimentos de linhas que evocam a ideia de fluxo, o trabalho constrói a imagem do passado como memória elaborada e integrada ao corpo. O rosto, voltado ao futuro, sugere uma postura de avanço, indicando um corpo que atravessou suas experiências e segue em movimento de encontro ao que está por vir. A água nesse contexto aparece como um elemento que envolve, atravessa e ressignifica, permitindo que aquilo que foi vivido siga seu caminho. A “atmosfera” tecida através do bordado propõe um tempo que cura, move e abre caminho para novas possibilidades de existência.