Andrea Mendes na abertura da exposição "Ogbon Itan", 2018. Foto: Fabiana Ribeiro

CONVERSA COM CURADORES: ANDREA MENDES

por Luciara Ribeiro

26 de abril de 2021

ENTREVISTA
Curadoria

Andrea Mendes na abertura da exposição "Ogbon Itan", 2018. Foto: Fabiana Ribeiro

Andrea Mendes é a quarta entrevistada do Conversa com Curadores, que tem realizado entrevistas com os curadores apresentados no Mapeamento de curadoras, curadores negras, negros e indígenas (veja aqui). A curadora, educadora, artista, militante do movimento negro e moradora da cidade de Campinas, região que liga a capital e o interior, sendo um dos principais centros econômicos do estado de São Paulo, faz da sua prática curatorial um mecanismo para unir e partilhar lutas. Além de articular suas ações entre os espaços artísticos de Campinas e região metropolitana, o trânsito de Mendes entre as artes e a militância faz com que suas curadorias não sejam ações de início, meio e fim, mas que se estendam no espaço e tempo.

Luciara Ribeiro: Como surgiu o seu desejo pela curadoria, e como você tem construído a sua trajetória no campo?

Andrea Mendes: Eu estou sediada em Campinas, interior de São Paulo, última cidade a abolir de fato a escravidão, com mínimo interesse na valorização das artes em especial da diversidade artística. Desde 2014, quando estava na universidade cursando Artes Visuais, comecei a participar de exposições coletivas, festivais e salões pelo país, porém me incomodava muito a ausência de artistas e público preto nesses espaços. Nesse mesmo período fui estagiar em uma instituição de arte e presenciei o quanto esses espaços privilegiam a arte ocidental e seu público, excluindo de forma natural os públicos e os artistas contra-hegemônicos. Compreendo os diversos problemas e sabendo que alguns seriam dificilmente solucionados se não houver uma quebra de paradigma e uma mudança estrutural. Eu decidi, então, ousar e quebrar essa estrutura colonialista existente na arte da cidade. Fui estudar curadoria e propor novas construções pautadas na descolonização destes espaços e ativando outros. Através de processos curatoriais comprometidos em visibilizar artistas negras e negros, dos mais diversos lugares de investigação artística, aproximando artistas de diversos territórios através de ações coletivas, mostras com linguagens estéticas que contemplem todas as pessoas, não apenas um grupo da sociedade. Assim, surgiu a primeira mostra coletiva de artistas pretos e pretas na cidade de Campinas, a exposição “Pretitudes – Representatividade para além da representação”, no Museu da Imagem de do Som. A mostra coletiva contou com seis artistas, sendo eu e mais dois da cidade, um de Valinhos, um de São Paulo e outro do Ceará. A mostra foi um sucesso de público, especialmente público preto. Após a exposição, minha inquietação aumentou diante da invisibilidade das artistas e pesquisadoras negras nos espaços, e a falta de representatividade.

Visitantes apreciando a obra de Tiago Rego na abertura da exposição “Pretitudes: um preto olhar sobre as Artes” em agosto de 2016 no Museu da Imagem e do Som de Campinas. Foto: Divulgação

Militante e conhecedora das nuances estruturais do racismo, sabia que eu não estava sozinha por acaso, mas por conta de um sistema que nos invisibiliza e nega nossas capacidades criativas e intelectuais. Foi em meio a essa inquietação que recebi um convite da Secretaria de Cultura de Campinas, em 2017, para fazer uma exposição no mês de novembro daquele ano em comemoração ao Dia Consciência Negra. Nesse momento, decidi fazer um chamamento público para artistas mulheres negras do Sudeste, propondo uma mostra coletiva. Para minha surpresa, houve mais de 50 inscritas, das quais selecionei 12 artistas de diversas cidades da região e uma artista do Paraná. A exposição “Pretas InCorporações” se tornou o primeiro coletivo de artistas visuais negras da região de Campinas e um dos poucos de São Paulo e do Sudeste do Brasil, ressignificando o lugar, a imagem e o sujeito. Entre 2014 e 2020, assinei a curadoria de 14 mostras, entre elas se destacam: ‘Inquietações – Mulher, Memória e Patrimônio”, no Espaço Galeria SESI Campinas 2020; “Mojubá – Subsolo Laboratório de Arte”, Campinas  2019; “Mulher é +: Subsolo Laboratório de Arte”, Campinas  2019; “Pretas ReSignificações”, Pinacoteca Jundiaí 2019; “Ogbon Itan, a Arte e a História das Áfricas no Brasil”, Foyer do Teatro SESI Campinas 2018; “Corporificações do Sagrado e da Fé”, Museu da Imigração Santa Bárbara D’Oeste 2018; “Pretas InCorporações’ (Projeto Itinerante), Pinacoteca Jundiaí 2018, Galeria da PUC Campinas 2018 e Estação Cultura 2017; “Memórias Históricas do Hip Hop” (Projeto Itinerante. ProAC 2016-2017) MIS Campinas, Museu da Cidade Salto, Ponto de Cultura Ibaô e Casa de Cultura Fazenda Roseira.

De 2013 a 2020, atuei no educativo da Galeria do SESI Campinas. Sendo eu uma mulher preta e artista reconhecendo a invisibilidade do nosso corpo e do nosso trabalho, sigo comprometida em ressignificar nosso lugar antes representado e hoje representando.

Público contemplando as obras da Artista Helen Aguiar na abertura da exposição em 20 de novembro de 2017 na estação Cultura de Campinas. Foto: Crisley Caroline

LR: Um dos temas presentes em suas curadorias é o feminismo. Como você tem trabalhado essa relação?

AM: Começarei citando Paulina Chiziane, romancista moçambicana, que diz: “Se as próprias mulheres não gritam quando algo lhes dá amargura da forma como pensam e sentem, ninguém o fará da forma como elas desejam”. Mesmo sendo as mulheres negras a base que sustenta toda a pirâmide da sociedade. São elas a mão de obra menos valorizada, as que menos ocupam cargos de liderança, as mais preteridas afetivamente, as que mais sofrem violência doméstica, as que mais morrem vítimas de feminicídio.

Penso que não é possível existir mulher preta, militante e não pautar o feminismo. Todas as minhas curadorias atravessam o feminismo e talvez um pouco mais o mulherismo africano. As minhas curadorias se contrapõem aos cânones tradicionais, mas não exclui as produções existentes, e sim ressignifica suas apresentações, abrindo espaços para novas leituras e produções contemporâneas de artistas em sua diversidade racial, social e de gênero, considerando que a produção de visualidades dessas artistas e suas influências na cultura visual faz parte da constituição de nossas identidades. Volto-me às mulheres pretas que me antecederam como Dandara, Luiza Mahin, Tereza de Benguela e tantas outras que vieram escravizadas da mãe África e que lutaram muito para a libertação dos povos africanos através de afetos e ativismos. Por elas assumi a responsabilidade de seguir levando nossa voz, nossa arte e nosso povo para todos os espaços.

LR: Um aspecto presente na carreira de muitos curadores negros e negras é o desenvolvimento de uma atuação múltipla, ou seja, atuando como curador, artista, pesquisador, educador, entre outras áreas. Como você vê isso? Essa multiplicidade também aparece em sua atuação?

AM: Eu vejo com tristeza, não acho saudável termos que nos desdobrar em mil funções simplesmente porque não somos reconhecidos e valorizados. Porém, reconheço que algumas destas múltiplas funções são nossa herança. Somos pessoas pretas, somos mulheres, somos mães, somos militantes, isso nos acompanhará onde quer que transitemos. Agora, além de tudo isso, nós somos artistas/curadoras/produtoras/educadoras e tantas outras por necessidade, pois assumimos para nós estes múltiplos lugares, na maioria das vezes, para sobrevivermos, sermos visibilizados, visibilizar os nossos e buscar desestruturar o sistema hegemônico.

Sim, com certeza estas múltiplas funções fazem parte do meu cotidiano a quase uma década. Posso afirmar que é uma carga bem pesada, residindo no interior e sendo a única mulher preta a ousar romper com esta estrutura, logo tenho que me desdobrar. Sou curadora independente, educadora de arte, produtora, professora, conselheira de cultura, conselheira da comunidade negra e liderança social na minha comunidade.

Das atuações, destaco meu trabalho como artista onde atuo principalmente como performer com trabalhos que denunciam a violência contra a mulher e o racismo estrutural; trabalhei por sete anos com educativos no Espaço Galeria do SESI Campinas; Professora de ensino formal e não formal; Produtora e gestora da Pretação Arte.

Visão parcial de uma das salas da exposição “Pretas Ressignificações”, com obra em primeiro plano instalação da artista Andrea Mendes “Branco Luto, Vermelho Sangue”; à direita, na parede, obra Bela Ancestralidade da artista Thais Silva; ao fundo, vídeo arte “Mulher Negra Ocupa” da artista Ione Reis. 19 de março de 2019. Foto: Secretaria de Cultura de Jundiaí

LR: A sua atuação tem sido, majoritariamente, na região de Campinas e arredores. Como você observa o cenário artístico dessa região? E o curatorial?

AM: Para falar sobre o cenário da arte de Campinas é preciso retomar os marcadores da história. Campinas foi um dos centros comerciais mais prósperos dos séculos XIX e XX, com a produção cafeeira sob mão de obra escravizada, sendo considerada, inclusive, a “última cidade a abolir a escravidão” e a “cidade que mais oprimia os escravizados”. Nesse período, a arte também era bastante consumida pelos barões do Café, enquanto a produção criativa de pessoas pretas era marginalizada (capoeira, samba, pinturas etc.). Quando pesquisamos sobre as artes visuais, encontramos um grande vazio, nenhum registro de artistas visuais na cidade. Isso não significa que não existissem, e sim que foram invisibilizados. Como é o caso do artista Aluízio Jeremias, sambista e artista plástico que apresenta em suas telas personagens do universo afro-brasileiro, sambistas, passistas, baianas e orixás. Meu encontro com esses artistas se deu apenas em 2015 e, desde então, elevo seu trabalho como primeiro preto reconhecido artista visual na cidade.

A cidade também tenta apagar os espaços de representatividade como o Museu do Negro, fundado em 2002 na Rua Dr. Emílio Ribas, 1468, uma das principais ruas do bairro Cambuí, casa de herança de uma das poucas famílias pretas que não foram retiradas. Infelizmente, com a falta de apoio para manutenção do espaço, o museu foi fechado há quase 5 anos, estando sediado na casa do fundador do museu, Zelus, localizada no bairro Costa e Silva, um dos territórios periféricos para onde foram levados os moradores do Cambuí. Outra referência da cultura africana e afro-brasileira é o Instituto Cultural Babá Toloji, um importante espaço de preservação e difusão da arte africana no Brasil. Contando com acervo de mais de 11.500 peças, em sua maioria africanas, provindas de diversas regiões e povos do continente africano. Apesar de ser reconhecido dentro e fora do país pelo número de peças e suas diversidades, inclusive pelo antropólogo Kabengele Munanga, ter tido mostras itinerantes por diversas instituições como o Museu de Arte Contemporânea de Campinas, Unicamp, PUC Campinas, MAC Rio de Janeiro, Galeria do SESI Campinas, nunca recebeu nenhum tipo de auxílio e apoio por parte do poder público.

Por aqui, quase sempre temos que contar com os editais de fomento e os espaços privados como os Centros Culturais do sistema S, do CPFL, além de espaços e coletivos de arte independentes e de cultura afro-brasileira na cidade (rede de apoio e afetos, muitas vezes sem recursos) como Casa Torta, Subsolo Laboratório de Arte, Fazenda Roseira, Casa de Cultura Tainã e o Instituto Baobá de Cultura e Arte, Ibaô. Faço parte deste último gestando projetos artísticos, propondo exposições de arte, oficinas, seminários, residências, dentre tantas outras ações.

Infelizmente, o cenário artístico atual em nossa cidade segue no mesmo padrão de sucateamento nacional, com o agravante que Campinas já seguia nesse ritmo desde antes. Para terem uma ideia, só no ano passado que tivemos a Lei do Plano Municipal de Política Cultural aprovada e a consolidação de um conselho de cultura diverso.

Coletivo Pretas inCorporações na abertura da exposição “Pretas ReSignificações” na Pinacoteca de Jundiaí – Daniella Néspoli, Monique Santos, Thayara Magalhães, Brenda Nicole, Andrea Mendes, Helen Aguiar, Jéssica Paulino, Ione Reis, Palloma Gabrielle. Foto: Secretaria de Cultura de Jundiaí

LR: Desde meados dos anos 90, uma série de eventos têm marcado o sistema das artes com debates e propostas decoloniais, revisionistas e críticas. Os artistas, curadores e teóricos não brancos têm sido os grandes contribuidores para essa mudança de paradigmas e da hegemonia branca-elitista-europeia-judaíco-cristã no poder de definição dos rumos das artes. Como você vê esse momento?

AM: Apesar de hoje reconhecer que desde sempre temos pessoas pretas produzindo e lutando contra esse sistema hegemônico, infelizmente, a estrutura do racismo os inviabilizam. Eu posso afirmar que, antes de 2013, não conhecia nenhum curador ou curadora preta, conhecia apenas dois ou três artistas. Ao entrar no curso de artes visuais, continuei sem referências teóricas e de produção artística pretas. Nas visitas aos museus as apresentações continuavam embranquecidas, e continuam hoje com um pouco menos de distanciamento. Já é possível termos livros didáticos com artistas pretas e pretos, já vimos exposições com centenas de artistas pretas e pretos de toda parte do mundo. Mas, infelizmente, para que o público preto consiga acessá-los ainda é preciso muito avanço.  São muitos os motivos para a permanência desse distanciamento, aqui cito a manutenção do formato europeu dos espaços do qual esse público não acessa, o pouco preparo dos professores ou a pouca vontade em formar repertório de seus alunos, as barreiras geográficas e a falta de diálogo entre curadoria e educativos. Entendemos que houve, sim, um progresso graças à luta dos que vieram antes.

Para romper esses paradigmas, precisamos sair do lugar de produto a ser pesquisado para sermos produtores, criativo e pensantes ocupando lugares dentro das estruturas de poder e decisão, acredito que já avançamos e que, apesar do cenário político atual, não há como retroceder. Nós já temos teóricos e lideranças que foram para a luta para que pudéssemos avançar sustentadas por lei e por consciência. Foram séculos de mentes manipuladas por teorias estruturadas para nos mantermos dominados. Hoje, nosso papel é descolonizar cada uma dessas mentes.

Visão parcial da exposição “Ogbom Itan” no dia da abertura com público contemplando as obras. 04 de outubro de 2018. Foto: Fabiana Ribeiro

LR: Nas últimas eleições, você se candidatou para vereadora da cidade de Campinas. Como você relaciona a sua participação na política com a sua prática curatorial?

AM: Sim, fui candidata à vereança em Campinas. Minha participação na política já existia, como um ser ativo nas lutas por direitos. A disputa partidária veio a partir do convite da Deputada Leci Brandão, também artista, uma das minhas grandes referências na arte e na política, e validada por todos os coletivos que eu faço parte. Entendo que esse é um lugar de disputa importante, pois é lá que se decide o nosso destino, e até o momento nós, população negra, em especial as mulheres negras, seguimos sub-representadas.

Nós herdamos as marcas da escravidão que, por mais de 300 anos, nos negou o direito à humanidade e, ainda hoje, seguimos ocupando o último nível da pirâmide social, afinal, o racismo estrutural e todas as ferramentas usadas para que ele se perpetue continuam em pleno funcionamento. Por isso, quando defendemos a luta da mulher negra como central em nossa atuação, estamos pensando em toda a sociedade, pois como nos ensina a grande Angela Davis: “quando uma mulher negra se movimenta, toda a estrutura da sociedade se movimenta com ela.”

Nossas ancestrais e grandes matriarcas sempre fizeram a luta por justiça e igualdade em todas as frentes, inclusive na política. Contudo, essa presença crucial nunca se produziu, de fato, em ocupação dos espaços de poder. Até hoje temos apenas 2% de parlamentares negras em todo o território nacional. Essa falta de representatividade se traduz na manutenção da desigualdade social. Portanto, foi olhando para a realidade das mulheres negras que assumi o compromisso de seguir os passos das que vieram antes, preparando o caminho para que pudéssemos seguir e continuar a história de luta iniciada por elas.

A curadoria se relaciona a esse processo no que tange a representatividade, eu sou a única representante negra na curadoria em Campinas, e as eleições passadas foi a primeira que elegeu três mulheres pretas na Câmara. Só haverá possibilidade de mudança quando houver equidade nos espaços de decisão.

Exposição “Mojubá” no Subsolo Laboratório de Arte. 25 de maio de 2019. Foto: Danilo Garcia.

LR: Você poderia comentar um pouco sobre os seus projetos futuros?

AM: Neste momento tão difícil que passamos, estou tendo a honra de inventariar e musealizar o acervo do Antigo Hospital psiquiátrico Dr. Candido Ferreira, junto com o museólogo João Pedro, esse é um projeto organizado pela própria instituição e contemplado pelo ProAC Editais 2020. A instituição é precursora nacional na luta antimanicomial. A arte foi um dos caminhos da humanização. Nesse processo, estou musealizando mais de 4.000 mil obras, imergindo na memória dos meus pares, já que pelo menos 70% são pretos. E sabemos muito bem que os manicômios eram também depósito de pretos, assim como as prisões. Esse projeto tem sido um presente, mas também dor pela memória daquelas pessoas que foram por tanto tempo submetidas a tratamentos desumanos.

Além desse projeto, sigo à frente do Conselho de Cultura da Cidade, do Projeto “Reexistência é Viver”, ação social de enfrentamento ao coronavírus em minha comunidade, Complexo Parque Oziel. Iniciei o ano com uma publicação coletiva do livro “Percursos Poéticos”, sobre experiências em educativos na cidade de Campinas. A obra foi idealizada por Paula Monterrey da Casa Torta e contemplada pela Lei Aldir Blanc. Neste momento, também estou trabalhando em um projeto gráfico de uma publicação da Unicamp, no qual apresento um artigo e obras da exposição “Ogbon Itan – A arte e História das Áfricas no Brasil” (Acervo do Instituto Cultural Babá Toloji). Em fevereiro, lancei meu primeiro trabalho de audiovisual, o curta “Abojuto nipasẹ Afẹfẹ – Cuidada pelo vento”, desenvolvido durante a Residência Artística Encena Preta e estreado no Festival Frente Feminista 2021.

Na curadoria, estou organizando uma mostra para julho, mês da Mulher Negra, Latinoamericana e Caribenha.

Registro de cena do curta “Abojuto nipasẹ Afẹfẹ – Cuidada pelo vento”. Foto: Divulgação

LR: Você gostaria de acrescentar mais algum assunto ou comentar algum ponto?

AM: Gostaria de agradecer imensamente por este projeto, nos colocar em rede também é sobre dizer que não estamos sós. É sobre intercâmbio, referência e afetos.

Adupé!

Andrea Mendes é curadora independente, artista, produtora cultural, educadora e militante de movimento negro. Graduada em Artes Visuais na PUC-Campinas. Faz parte dos Conselhos de Cultura e da Comunidade Negra de Campinas, membro da UNEGRO, Rede de Museologia Social REMUS, do Coletivo Ibaô e Coletivo de Artistas Pretas inCorporações. Entre os anos de 2014 e 2020, assinou curadorias de dezenas de exposições, entre elas se destacam: Inquietações – Mulher, Memória e Patrimônio, Espaço Galeria SESI Campinas 2020; Mojubá – Subsolo Laboratório de Arte, Campinas 2019; Pretas ReSignificações – Pinacoteca Jundiaí – 2019; Ogbon Itan, a Arte e a História das Áfricas no Brasil, Foyer do Teatro SESI Campinas 2018; Memórias Históricas do Hip Hop (Projeto Itinerante ProAC 2016-2017), MIS Campinas. Como artista, apresentou trabalhos, entre eles: Performance, O corpo e o sangue das Mulheres – Festival Delas 2019, Festival Mana Luta 2019 e Torta 2019, Campinas, SP; Negrotério: 32ª Bienal de São Paulo, 2016, Parque da Juventude, São Paulo, 2017. Atuou, por 7 anos, no educativo do Espaço Galeria do SESI Campinas. Participou das residências artísticas Comunitária, na Argentina, 2018, e EnCena Preta, 2021.